NATRUM MURIATICUM

Para que serve folheto informativo, informação para o utilizador

Folheto / Bula do Medicamento


Recomendações

  • Sempre verifique que não é alérgica a nenhum dos componentes
  • Lembre-se, sempre verifique com seu médico, a informação que nós oferecemos é indicativa e não de forma alguma substituir a de seu médico ou outro profissional de saúde.


NATRUM MURIATICUM


NaCl; 58,44

Sinonímia homeopática. Natrum chloratum, Natrii chloridum, Natrii chloridum crudu m, Natrium
muriaticum crudum, Natrum muriaticum marinum, Natrium muriaticum, Natrii chloretum.

Nome químico. cloreto de sódio.

DESCRIÇÃO

Caracteres físico-químicos. O sal marinho, produto bruto não purificado, se apresenta sob a forma
de cristais ligeiramente acinzentados, inodoros, com sabor salgado e higroscópico. Quando
aquecido, perde água e decrípta. O sal marinho contém normalmente pequenas quantidades de
cloreto de potássio e cloreto de magnésio, traços de cálcio, de alumínio e de diversos outros metais.
O cloreto de sódio diferencia-se do sal marinho por apresentar-se como cristais cúbicos incolores ou
pó cristalino branco, inodoro, de sabor salgado e pouco higroscópico.

Solubilidade. Facilmente solúvel em água (3,58:10), solúvel em glicerol (1:10), pouco solúvel em
etanol (0,005:10).

Ponto de fusão (V.2.2) F. Bras. IV. 801 ºC.

Ponto de ebulição. 1461 ºC.

Densidade relativa (V.2.5) F. Bras. IV. 2,17 g/ml a 20 °C.

Incompatibilidades. Ácido sulfúrico, sais solúveis de prata, sais mercurosos e sais solúveis de
chumbo.

ESPECIFICAÇÃO

Contém, no mínimo, 99,4 % de NaCl, calculado com relação à substância dessecada por 1 hora a
250 – 300 ºC.

IDENTIFICAÇÃO

A solução de cloreto de sódio dá as reações de caracterização do íon sódio e do íon cloreto. Utilizar
solução de cloreto de sódio 0,1 M, preparada com água recentemente purificada (Solução teste).

A. A 2 ml da Solução teste, adicionar algumas gotas de ácido sulfúrico concentrado pelas paredes
do tubo. Observa-se decomposição parcial a frio, e completa a quente, com desprendimento de
ácido clorídrico, que pode ser reconhecido pelo odor irritante e a produção de nuvens brancas de
cloreto de amônio quando um bastão de vidro umedecido com hidróxido de amônio é mantido
próximo a boca do tubo.

B. A 2 ml da Solução teste adicionar algumas gotas de solução de nitrato de prata 0,1 M. Observa-
se a formação de precipitado branco de cloreto de prata, insolúvel em água e em ácido nítrico
diluído, mas solúvel em solução de hidróxido de amônio.

C. A 2 ml da Solução teste adicionar algumas gotas de solução de nitrato de chumbo 0,1 M
observa-se a formação de um precipitado branco de cloreto de chumbo.

D. Umedecer alça de platina com Solução teste acidulada com ácido clorídrico 10% (V/V). Levá-
la à zona redutora (não iluminante) da chama do bico de Bunsen. Observa-se chama não luminosa
de cor amarela intensa, a qual não é observada quando se lhe interpõe lâmina de vidro azul-de-
cobalto.

ENSAIOS DE PUREZA

Dissolver 10 g da amostra em água purificada. Completar o volume para 100 ml com o mesmo
solvente. A solução deve ser límpida. (Solução Amostra).

Acidez ou alcalinidade. Adicionar 5 gotas de solução de azul de bromotimol SI a 10 ml da Solução
amostra. A viragem do indicador não deve exigir mais que 0,2 ml de solução de ácido clorídrico
0,02 M para a viragem de azul ou verde para amarelo ou 0,1 ml de solução de hidróxido de sódio
0,02 M de para a viragem de amarelo para azul.

Bário. A 5 ml da Solução amostra, adicionar 1 ml de solução de ácido sulfúrico M e a outra porção
de 5 ml da Solução amostra adicionar 1 ml de água purificada. As duas soluções deverão
permanecer igualmente claras após um período de 2 horas.

Metais pesados. Proceder conforme descrito em ensaio limite para metais pesados (V.3.2.3 –
Método I). No máximo 5 ppm.

Brometo e iodeto. A 10 ml da Solução amostra, adicionar, gota a gota e agitando, 5 ml de
clorofórmio e 5 ml de água clorada SR. O clorofórmio deve permanecer incolor, não se corando em
vermelho-violeta nem em alaranjado.

Sulfato. A 10 ml da Solução amostra, adicionar 30 ml de água purificada, 3 ml de ácido clorídrico
3 M e 1 ml de cloreto de bário 0,5 M. Completar o volume para 50 ml com água purificada e
aquecer em banho-maria durante 10 minutos: caso se observe opalescência, a mesma não deverá ser
mais intensa do que aquela produzida por uma solução preparada pela adição de 0,4 mg de sulfato
de sódio, 30 ml de água purificada, 3 ml de ácido clorídrico 3 M e 1 ml de cloreto de bário 0,5 M.
Completar o volume para 50 ml com água purificada e aquecer em banho-maria durante 10
minutos.

DOSEAMENTO

Dissolver aproximadamente 0,1 g do sal, pesado com precisão de 1 mg, em 50 ml de água
purificada. Adicionar 5 ml de ácido nítrico 6 M, 50 ml de solução padronizada de nitrato de prata
0,1 M e 1 ml de solução de sulfato férrico amoniacal a 40% (p/V). Agitar cuidadosamente.
Acrescentar 2 ml de nitrobenzeno e titular com solução padronizada de tiocianato de potássio 0,1
M. O volume de nitrato de prata que reagiu com o cloreto de sódio será determinado pela diferença
entre os 50 ml adicionados e o volume de tiocianato gasto na titulação. Cada ml da solução de
nitrato de prata 0,1 M que reagiu, equivale a 0,006 g de cloreto de sódio.

CONSERVAÇÃO

Em frasco de vidro neutro, bem fechado.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida. Cloreto de sódio marinho (NaCl)
Insumo inerte. Utilizar álcool 30% até 3CH ou 6DH e para as demais, seguir a regra geral de
preparação de formas farmacêuticas derivadas.

Método. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.
II,1997.

Dispensação. A partir da 1CH ou 1DH seguir regra geral de dispensação.

Conservação. Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

Document Outline Solubilidade. Facilmente sol