GLONOINUM

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Folheto / Bula do Medicamento


Recomendações

  • Sempre verifique que não é alérgica a nenhum dos componentes
  • Lembre-se, sempre verifique com seu médico, a informação que nós oferecemos é indicativa e não de forma alguma substituir a de seu médico ou outro profissional de saúde.


GLONOINUM


C3H5(ONO2)3; 227,10

Sinonímia homeopática. Trinitrinum, Glycerillis trinitras, Glycerinum trinitricum.

Nome químico. 1,2,3-nitro-propano, tri-nitrato de glicerina, tri-nitrato de glicerol, trinitroglicerina,
tri-nitrato de glicerila.

DESCRIÇÃO

Caracteres físico-químicos. Líquido límpido, viscoso, denso, oleoso, incolor ou ligeiramente
amarelado, de sabor adocicado e ardente. Explosivo quando submetido a choque mecânico ou
aquecido.

Solubilidade. Solúvel em etanol (1:4), pouco solúvel em água (1:800) com a qual é miscível;
miscível com éter, acetona, ácido acético glacial, clorofórmio e di-cloro-etileno.

Densidade relativa (V.2.5) F. Bras. IV. Cerca de 1,642.

Incompatibilidades. Com preparações digitálicas, fenitoína, levofloxacino e com o calor.

ESPECIFICAÇÃO

Contém no mínimo 81% e, no máximo, 121% de tri-nitrato de glicerina. Sua solução a 1% (V/V)
em etanol a 90 % (V/V), deve conter no mínimo 0,95% e, no máximo, 1,05% de C3H5(ONO2)3.

IDENTIFICAÇÃO

A. A 0,3 ml da solução de nitroglicerina a 1% (V/V) em etanol a 90% (V/V), acrescentar 20 mg de
zinco em pó, 0,5 ml de solução de naftilamina a 1% (p/V) e 0,5 ml de ácido sulfanílico. Observa-se
o desenvolvimento de coloração vermelha ou vermelho-alaranjada.

B. A 0,2 ml da solução de nitroglicerina a 1% (V/V) em etanol a 90% (V/V), acrescentar 1 ml de
hidróxido de sódio a 10% (p/V). Aquecer à temperatura próxima a 60 ºC, durante 10 minutos.
Resfriar. 0,05 ml da solução devem dar reação positiva para nitratos (V.3.1.1) F.Bras. IV.

C. Aquecer, em banho-maria, 5 ml da solução formada pela dissolução de 0,25 g da amostra em
25 ml de etanol a 90% (V/V), com 0,5 ml de solução de hidróxido de potássio a 10% (p/V) até
evaporar todo o etanol. A uma porção do resíduo, adicionar 1 g de sulfato ácido de potássio e
aquecer. Observa-se o desprendimento de vapores brancos, densos e irritantes de acroleína.

D. Deixar em contato durante 1 hora, 5 ml da solução formada pela dissolução de 0,25 g da
amostra em 25 ml de etanol a 90% (V/V) com 0,5 ml de solução de iodeto de potássio a 10% (p/V)
e 5 ml de solução de ácido sulfúrico a 1% (p/V). Observa-se desprendimento de vapores de iodo.

ENSAIOS DE PUREZA

Dissolver 1 g da amostra, pesada com precisão de 1 mg, em etanol a 90% (V/V) e completar o
volume para 100 ml com o mesmo solvente (Solução A).


Acidez. A 5 ml da Solução A, acrescentar 0,5 ml de solução hidroalcoólica 90 % (V/V) de
hidróxido de potássio 0,1 M e 0,1 ml de solução de fenolftaleína SI. Observa-se o desenvolvimento
de cor rósea.

Sulfatos. 1,5 ml da Solução A deve satisfazer ao ensaio-limite para sulfatos (V.3.2.2) F. Bras. IV.
No máximo 100 ppm.

Cromatografia em camada delgada. (V.2.17.1) F. Bras. IV. Desenvolver cromatografia
empregando camada delgada de sílica gel G. Aplicar sobre a placa 10 ?l da Solução A. Desenvolver
a cromatografia num percurso de 10 cm, empregando tolueno como fase móvel. Deixar a placa
secar ao ar. Em seguida, nebulizar a placa cromatográfica com solução reveladora de difenilamina a
0,1% (p/V) em etanol a 90% (V/V). Examinar à luz natural. O cromatograma apresenta uma
mancha azulada com Rf próximo a 0,70. Não devem aparecer outras manchas.

DOSEAMENTO

Aquecer em banho-maria por 30 minutos, agitando frequentemente, uma mistura de 10 g da
Solução A com 25 ml de solução padrão de hidróxido de potássio 0,5 M em etanol, 50 ml de água
destilada e 0,5 ml de solução 30% de peróxido de hidrogênio. Juntar então 1 ml de fenolftaleína SI e
titular com solução padrão de ácido clorídrico 0,5 M até desaparecimento da coloração vermelha.
Cada ml da solução etanólica de hidróxido de potássio 0,5 M que reagiu com a solução de
nitroglicerina corresponde a 0,023 g de C3H5(ONO2)3. O volume de solução etanólica de hidróxido
de potássio que reagiu é igual ao volume adicionado menos o volume de ácido clorídrico gasto na
titulação.

CONSERVAÇÃO

A solução de nitroglicerina a 1% (V/V) em etanol a 90% (V/V) deve ser conservada em ambiente
fresco, ao abrigo da luz, em frasco pequeno, de vidro neutro, âmbar, hermeticamente fechado. Não
deve ser utilizado frasco com tampa esmerilhada devido à possibilidade de explosão provocada pelo
atrito da tampa com a boca do frasco, assim como deve ser evitada a evaporação e tomado todo
cuidado possível quando da manipulação do recipiente, evitando agitá-lo. Manter,
preferencialmente, sob temperatura de 15 ºC.

FORMA DERIVADA

Ponto de partida. Solução de nitroglicerina 1% (p/V) em etanol 90% (V/V).

Insumo inerte. Utilizar álcool 90% até 3CH ou 6 DH e para as demais, seguir a regra geral de
preparação de formas farmacêuticas derivadas.

Método. Hahnemanniano (XI.I), Korsakoviano (XI.II), Fluxo Contínuo (XI.III); Farm. Hom. Bras.
II,1997.

Dispensação A partir da 3CH ou 6DH seguir regra geral de dispensação.

Conservação. Em frasco de vidro neutro, âmbar, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.

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REAGENTES E SOLUÇÕES REAGENTES

Ácido fenol-di-sulfônico
Aquecer 3 g de fenol com 20 ml de ácido sulfúrico em banho-maria, por seis horas. Transferir o
líquido resultante para frasco de vidro neutro, âmbar, com tampa esmerilhada.
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